Qual a diferença entre o Rosário e o Terço?

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Qual a diferença entre o Rosário e o Terço?

Uma dúvida muito frequente entre os Cristãos, principalmente os Católicos, é saber a diferença entre rezar o terço e rezar o Rosário, embora muitos acreditam que os dois podem ser a mesma coisa, o modo de rezá-los é bem diferente, fazendo bastante diferença de um para outro.

Segundo o  Missionário Redentorista, Pe. Bráulio Roger, a diferença está relacionada ao tamanho das orações, a quantidade delas dentro de um e dentro de outro, sendo bem diferentes em um terço e em um rosário.

Segundo o Missionário,  “O Rosário é o conjunto completo de todos os mistérios da vida de Jesus Cristo, que devemos comtemplar e o terço é uma parte desse rosário, que nós escolhemos para rezar em determinados dias da semana.” conclui.

Vale lembrar que antigamente o Rosário tinha 150 Ave Marias, e o terço 50. Portanto, era a terça parte. Logo, foi chamado de terço. Em 2002, o então Papa São João Paulo II instituiu os mistérios luminosos, inserindo mais cinco dezenas. Com isso, o rosário passou a ter 200 Ave Marias. O terço continua com as mesmas cinco dezenas, sendo, hoje, a quarta parte de um rosário. Mas como o nome é muito popular, não mudou.

O Rosário hoje em dia, conta com um total de 20 dezenas, ou seja, 200 Ave Marias, já o terço conta com 50 Ave Marias, sendo assim, apenas uma parte do total do Rosário.

Da mesma forma que aumentam as Ave Marias que são rezadas no rosário, também aumentam a quantidade de Pai Nossos, Glorias ao Pai e também o número de Credos.

Como o Rosário ou Terço começou a ser Rezado

É um costume muito antigo contar pequenas orações repetidas nos dedos da mão, depois por meio de pedrinhas, grãos e ossinhos. Primeiramente esses objetos estavam soltos, depois resolveram amará-los por um barbante, sendo utilizado essa prática por fiéis de muitas religiões.

Primeiramente, o costume rezava várias vezes o Pai Nosso, logo após a repetição de Pai Nossos, foi introduzido a repetição das Ave Marias, porém sem contemplar os mistérios.

Entre 1410 e 1439, o monge cartuxo Domingo de Prusia, de Colônia, Alemanha, introduziu uma espécie de saltério mariano, com 50 Ave-Marias, mas cada uma era seguida de uma referência a uma passagem do Evangelho, como uma jaculatória (Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o céu, e socorrei principalmente as que mais precisarem”)

Esta designação de “rosário” pode ter origem no costume de, em alguns lugares, o povo oferecer coroas (guirlandas) de rosas à sua rainha. Os cristãos transferiram isto a Maria, a rainha do céu e da terra: oferecer-lhe uma coroa de 150 rosas – Ave-Marias. Daí o rosário, mas dividido em três partes, resultando o nome de “terço”. Portanto, o rosário (150 Ave-Marias) é composto pela recitação de três terços (cada um com 50 Ave-Marias ou 5 dezenas de 10 Ave-Marias). Vale lembrar aqui que as 150 Ave Marias, era os primeiros rosários, antes da inclusão de mais Mistérios, ao qual veio a completar o rosário, como conhecemos hoje com 200 Ave Marias.

O Papa João Paulo II, em 16 de outubro de 2002, acrescentou cinco novos mistérios: os mistérios da luz ou mistérios luminosos. Desta forma, o rosário passou a ter 200 Ave-Marias (duzentas rosas) e cada série de cinco mistérios passa a ser um quarto.” Apesar disso, o nome “terço” permaneceu, apesar de agora um rosário ser formado por 4 terços e não mais por 3 terços, como antes.

O Rosário muito menos rezado do que o terço, por seu tamanho, ainda é costume em muitas familias de tradição católica, sendo rezado uma vez por semana, ou em momentos especiais, o terço é custume diário ainda em muitas famílias e em muitos fiéis.

 

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